Na hora de escolher um cabo elétrico, a seção nominal e a tensão de utilização são informações essenciais. Mas existe outra característica que influencia diretamente o manuseio e a instalação: a classe de encordoamento do condutor.
Os cabos Classe 5 e Classe 6 possuem condutores formados por fios finos de cobre, que proporcionam flexibilidade. A principal diferença entre eles está na construção do condutor: para uma mesma seção nominal, a Classe 6 admite fios individuais mais finos que a Classe 5, favorecendo maior flexibilidade.
Para eletricistas e compradores técnicos, entender essa classificação ajuda a especificar materiais com mais precisão e a comparar produtos além do preço por metro.
Na linha de cabos flexíveis RCM, o encordoamento é exclusivamente Classe 5 ou Classe 6, conforme a especificação de cada produto. Essa escolha integra o Padrão de Qualidade RCM e valoriza uma característica percebida durante o trabalho: a facilidade de manusear e acomodar o cabo.
O que significa a classe de um cabo elétrico?
A classe de encordoamento identifica a construção do condutor metálico localizado no interior do cabo.
Esse condutor pode ser formado por um único fio ou por um conjunto de fios. A disposição e o diâmetro desses elementos influenciam sua flexibilidade.
A IEC 60228, referência internacional para condutores de cabos isolados, estabelece requisitos construtivos e elétricos para diferentes classes de condutores. No Brasil, a ABNT NBR NM 280 é a referência técnica utilizada para essa classificação, também indicada no catálogo da RCM. IEC
Classe de encordoamento não é seção nominal
A seção nominal, expressa em milímetros quadrados — como 2,5 mm², 10 mm² ou 185 mm² — identifica o tamanho nominal do condutor.
Já a classe identifica sua construção.
Assim, dois cabos podem ter a mesma seção nominal e apresentar classes de encordoamento diferentes. Também é importante distinguir:
- Classe de encordoamento: construção e flexibilidade do condutor.
- Tensão nominal: característica elétrica da isolação e do conjunto.
- Temperatura de operação: limite térmico definido para o produto.
- Seção nominal: parâmetro utilizado no dimensionamento elétrico.
Essas informações se complementam. Nenhuma delas, isoladamente, determina se um cabo é adequado ao projeto.
O que é um cabo Classe 5?
O cabo Classe 5 possui um condutor flexível formado por vários fios finos de cobre encordoados.
Essa construção permite que o condutor se dobre com mais facilidade que construções rígidas de seção equivalente, favorecendo o manuseio durante a instalação.
Quais são os benefícios da Classe 5?
Quando o cabo é adequado à aplicação, sua flexibilidade pode facilitar:
- A organização dos condutores em quadros e painéis.
- A acomodação em trajetos com mudanças de direção.
- O posicionamento próximo aos pontos de conexão.
- O manuseio durante a montagem e a manutenção.
Na prática, isso ajuda o profissional a trabalhar com o material de forma mais confortável, respeitando os limites de instalação do fabricante.
A flexibilidade do cabo completo também depende da isolação, da cobertura, do diâmetro externo e dos demais componentes. Portanto, a classe do condutor é relevante, mas não explica sozinha todo o comportamento do produto.
Onde um cabo Classe 5 pode ser utilizado?
Dependendo de sua tensão nominal, isolação e norma de fabricação, um cabo Classe 5 pode atender instalações prediais, circuitos industriais, quadros, painéis e ligações de equipamentos.
A aplicação deve ser definida pela especificação completa do cabo, e não apenas pela indicação “Classe 5”.
O que é um cabo Classe 6?
O cabo Classe 6 possui um condutor de maior flexibilidade. Para uma mesma seção nominal, os limites de diâmetro dos fios individuais são menores que os da Classe 5.
Essa construção favorece o dobramento do condutor e pode facilitar sua acomodação, especialmente em seções maiores. A IEC caracteriza a Classe 6 como mais flexível que a Classe 5. IEC
Por que a Classe 6 faz diferença em cabos de maior seção?
À medida que a seção aumenta, o manuseio tende a exigir mais esforço. Nesses casos, uma construção mais flexível pode ajudar no posicionamento do cabo e na aproximação aos terminais.
Isso não elimina a necessidade de respeitar o raio mínimo de curvatura, os esforços de tração e as orientações de instalação. A flexibilidade deve trabalhar a favor da montagem, sem comprometer a integridade do produto.
Classe 6 significa que o cabo pode trabalhar em movimento contínuo?
Não necessariamente.
A Classe 6 descreve a construção do condutor. Ela, sozinha, não comprova que o cabo suporta flexões repetitivas, torção ou operação em esteiras porta-cabos.
Aplicações com movimento contínuo exigem produtos especificamente desenvolvidos e qualificados para essas condições.
Um cabo Classe 6 conduz mais corrente que um Classe 5?
A classe de encordoamento, por si só, não permite afirmar que um cabo conduz mais corrente.
A capacidade de condução depende de fatores como seção nominal, material condutor, isolação, temperatura ambiente, método de instalação e agrupamento.
Da mesma forma, maior flexibilidade não significa automaticamente menor resistência elétrica, menor aquecimento ou possibilidade de utilizar uma seção inferior à prevista no projeto.
Por que a RCM utiliza somente classes 5 e 6 em seus cabos flexíveis?
A RCM adota as classes 5 e 6 em sua linha de cabos flexíveis para oferecer construções que favoreçam o manuseio e a acomodação durante a instalação.
A flexibilidade faz parte da especificação do produto e do Padrão de Qualidade RCM.
Essa escolha é relevante porque uma comparação comercial baseada apenas em seção, tensão e preço pode deixar de lado características que interferem na experiência de quem instala.
O que diferencia essa escolha em uma comparação de mercado?
O mercado oferece condutores com diferentes construções, destinados a necessidades distintas. Por isso, não basta comparar cabos apenas pela aparência ou pela descrição comercial.
Ao avaliar uma proposta, o comprador técnico deve verificar a classe de encordoamento declarada e os requisitos da aplicação.
A proposta da RCM é clara: em sua linha flexível, trabalhar com condutores Classe 5 e Classe 6, conforme o produto e a seção, oferecendo uma especificação que o eletricista pode reconhecer no manuseio.
Outros fabricantes também oferecem essas classes. O valor da escolha está na construção efetivamente entregue e na conformidade do produto com sua documentação técnica.
Como essa escolha aparece no catálogo RCM?
No catálogo público consultado, o Cabo Flexível 750 V apresenta encordoamento Classe 5 até 150 mm² e Classe 6 nas seções de 185 mm² e 240 mm².
Essa distribuição evidencia o uso de uma construção mais flexível nas maiores seções dessa linha. Para outras famílias de produtos, a classe deve ser verificada na respectiva ficha técnica.
Conclusão: a flexibilidade deve fazer parte da escolha técnica
Entender a diferença entre cabos Classe 5 e Classe 6 permite comparar materiais com mais precisão. Ambas as classes oferecem condutores flexíveis, enquanto a Classe 6 utiliza uma construção que favorece maior flexibilidade para a mesma seção nominal.
Na linha de cabos flexíveis RCM, as classes 5 e 6 fazem parte de uma escolha de fabricação que valoriza o trabalho do eletricista e a especificação do comprador técnico.
Uma instalação bem executada começa com um cabo adequado ao projeto, documentação confiável e atenção aos detalhes da montagem.
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